domingo, 25 de dezembro de 2011

Luta.



As flores do campo, a brisa calma da primavera sempre foi para mim como aqueles cartões postais que por vezes anunciavam que alguém querido estava chegando. Todos os detalhes da primavera era como meu cartão postal, aquele feito sobre medida para mim enviado carinhosamente pelo Verão que vinha brilhar novamente, com o céu impecavelmente azul, e convidando o Sol para deixar sua marca na minha pele.
Foi um ano surpreendente. Surpreende o suficente para deixar sua pior estação acabar sendo a qual deixa as melhores recordações. O inverno de 2011 foi quente o suficiente para deixar a lareira acesa aqui dentro por muitas semanas. E  o verão chegou como uma nevasca cortando tudo que encontrou pela frente, com ventos carregando todas as esperanças e apagando a ultima chama que lutava para se manter acesa.

sábado, 12 de novembro de 2011

Régis F. escreveu ...



''Num dia ela dizia que sim, no outro ela dizia que não. Ela mudava assim rapidamente. Não de maneira ruim, ela gostava era do incerto. Era de que as coisas acontecessem sem que fossem previstas. Ela gostava de romances que aconteciam, e não fizesse jeito de que acontecessem. Ela dizia que não seria, e logo que o Sol surgia, já estava sendo aquilo que disse que não seria. Ela era assim, um mistério bobo. Mas intrigante, como toda mulher no mundo.''

Ps. Obrigada pelos presentes na gaveta, estou ausente por grandes problemas pessoais e com isso venho tendo um pequeno bloqueio mental não conseguindo despejar tudo em palavras. Porém volto em breve, prometo.

sábado, 8 de outubro de 2011

Fui criança e tive infância.



Hoje em dia essas duas palavras não andam mais lado a lado. Vemos muitas crianças por ai, mas sem o brilho nos olhos, o sorriso cativante nos lábios depois de comer os deliciosos bolinhos de chuva com creme da vóvó. Época boa em que a ingenuidade e a inocência ainda estavam presentes, e o creme era simplesmente a parte mais gostosa dos bolinhos e não apenas a massa crua que descobrimos quando crescemos.  Passar uma tarde na rua e não com uma caixinha de balas nas mãos correndo o risco de perder sua vida tentando vendê-las entre os carros , e sim poder sentir o cheirinho do cigarro de palha do vôvô e se considerar a pessoa mais sortuda do planeta quando ele deixa você enrolar a palha. Tenho uma sorte imensa por ter tido toda essa infância, toda essa bagagem que tem um valor inestimável nos dias de hoje, não me arrependo por ter demorado a trocar e doar todas as minhas bonecas, por ter curtido a minha infância até o último minuto e ter implorado para Peter Pan vir me buscar quando o beijo escondido tinha se formado no canto dos meus lábios.  Por fim deixo o meu ultimo recado, uma oração para vocês : ‘’Volte a ser criança, esqueça sua civilização, sua cultura, seus modos, suas posturas, sua personalidade, jogue tudo fora! Parece loucura não? Então que sejamos loucos! Seja qual for o preço, seja novamente como as crianças. Torne-se criança novamente. Estará retornando ao ponto onde você era você mesmo, onde ainda nenhuma sociedade o havia corrompido.’’

Post inteiramente decicado a semana do dia das crianças.

domingo, 18 de setembro de 2011

Qual seria a sua imagem?



Fotografias são fascinantes, independentemente de qual seja. Aquele cenário todo retratado em um quadradinho que cabe na sua mão e que pesa uma tonelada devido a todos os sentimentos e emoções que ela carrega. Uma matéria no jornal '' O Estado de São Paulo'' nós faz entender um pouco isso tudo. O título da reportagem parece um pouco clichê '' Que imagem você levaria para Marte?'' Isso mesmo, se fosse passar 10 anos no planeta vermelho e pudesse levar uma única imagem, qual levaria? Fotojornalistas do mundo inteiro publicaram fotos de todos os tipos. Algumas simples, outras excêntricas, e todas com um significado, uma vida. Logo um ponto de interrogação se formou nessa mente conturbada, qual seria a minha imagem? É extremamente dificil você escolher uma, quando nossa vida inteira é repleta delas, cada uma representa uma fase, e saber qual delas levar quando precisa de todas é um tanto complicado. A maioria iria dizer que levaria fotos dos familiares, amigos. Eu pelo contrario não me arriscaria levar uma fotografia desse tipo, olhar para ela intensificaria a saudade, e eliminado algumas cheguei a essa imagem que podem ver no começo do texto. Um recém casal se joga de um penhasco em direção ao mar. É possível ver toda a alegria, todo o encantamento, a liberdade de escolhas, liberdade de expressão, calmaria que apenas o mar consegue nos passar. E já que ficaria alguns anos em um planeta vermelho, longe de toda a nossa água esse seria um dos pontos que eu gostaria de me lembrar quando olha-se essa foto.

E fica a pergunta, qual seria a sua imagem? (:

A Matéria você pode encontrar aqui

domingo, 21 de agosto de 2011

Acredita no amor?


Deveria acreditar naquela historia de almas gêmeas, duas metades que vagam por ai ansiando por se encontrar, deveria acreditar nos contos que me contavam quando criança de que o príncipe sempre viria no cavalo branco, não importava se você fosse órfã, ou se tivesse uma madrasta muito má e as coisas nunca dessem certo para você. Queria acreditar que o amor era mais do que um tocar nos lábios, e um friozinho na barriga e acreditei que corações realmente fossem sair de nossas cabeças quando tivesse aquele no qual chamar de namorado. Só que vai muito, além disso, vai muito além de meias palavras que dizem nos poemas ou nas historias. Foi quando caretas se formavam a cada palavra que ele direcionava para mim, quando antes mesmo de poder o chamar de meu, eu já tinha sentido a dor da perda, a dor de perdê-lo que soube pela primeira vez que a tal da alma gêmea, príncipe encantado, sina ou como quiser chamar tinha me encontrado. Apareceu na minha frente com roupas largas, brincos na orelha, com falta de cabelo e um sorriso que era capaz de me paralisar onde estava. Tinha os olhos mais carregados de sentimentos que eu já tinha visto, e ainda sim consegui esconder todos atrás daquele sorriso. Ao contrario dos filmes, minha pele não estremeceu quando ele me tocou pela primeira vez, ou meu coração não precisou sair da boca quando ocorreu o primeiro beijo, foi digno do século que estamos com gosto de cerveja e barulho de trânsito. Não precisou desses detalhes, para os sinos lá em cima tocarem e me mostrarem que ele seria o ultimo. Que depois dele, não viria mais tentativas frustradas de sentir o amor. Não viriam meias palavras, meias verdades, seria por inteiro. E sou grata por hoje poder tocar o céu, por ser capaz de deixar um dos mais lindos sorrisos dele se formar nos lábios e ser direcionado para mim, de ter alguém para me repreender quando necessário, abrir meus olhos e minha mente por mais que eu seja teimosa e sempre discuta se contrariada. Tenho ele para aguentar minha TPM, ele para me embalar nos braços quando eu acho que o mundo vai cair sobre minha cabeça e não vai restar nada para construir novamente, nenhum tijolinho para contar historia. Não foi feito sobre medida para mim como algumas músicas dizem por ai, ao contrario ele é todo errado, todo errado para mim. Ainda sim é a metade da minha alma, a metade que me faz rir das coisas mais absurdas, das piadas mais ridículas que alguém pode inventar, ele dá risada de mim quando eu me estresso ao ponto de chorar, passa a mão na minha cabeça quando eu grito pela falta de luz e sussurra as palavras magicas para me acalmar ‘’ Eu estou aqui’’.
E eu repito meu amor, eu estou aqui. “Te amando devagar e urgentemente.”


Dedicado inteiramente ao Kenom Maia s2

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Magica da Vida


Ela abriu os olhos naquela manhã, estava na hora de encarar mais um dia, a busca pela descoberta estava nascendo junto com o sol. Um pé descalço e o outro com sua meia listrada que já havia encontrando tantos chãos, tantas poeiras e o buraquinho no dedinho não a deixava diferente, ainda guardava todas suas memorias. Um olho no quarto, o outro no sonho a impediu de ver que aquele não estava escrito para ser um dia normal. Parecia areia sobre seus pés, e por um momento ela acreditou que ainda estava com os dois olhos no sonho, naquela sua casinha de praia que a visitava todas as noites, porem quando alguns dos raios de sol entravam pela janela e iluminava todo seu ambiente, ela esfregou rapidamente suas mãos para acordar e acreditar no que estava vendo. O chão estava coberto de purpurina, purpurina de todas as cores, algumas das quais ela nunca tinha visto na sua vida. Quando levantou sua cabeça para ver da onde vinha todo aquele brilho, se deparou com uma pequena clave de sol caindo e se misturando com o mar colorido sobre seus pés. Todo aquele cenário parecia ter sido montado enquanto a garota estava dormindo, e ela se beliscou novamente para saber que tinha voltado a sua realidade, ou pelo menos o que parecia dela. Caminhou espantada com cada novo objeto que descobria, e com um pequeno sorriso brotando em seus lábios ao sentir o barulho da purpurina sobre seus pés, ate chegar ao grande espelho e ver que não era apenas seu quarto que tinha mudado. Seu rosto estava todo pintado, desenhos por sobre sua face e o nariz de palhaço com o vermelho gritante era o que chamava mais atenção, ela havia se misturado ao quarto.
A magia, a alegria que sempre esteve ali e ela havia deixado passar despercebido por tantos anos, por tantas lagrimas. É essencial às vezes saber esconder as lágrimas, ignora-las para encontrar o sorriso, e a magica da vida.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Mais respeito, por favor.




O que falta na humanidade é justamente ser mais humano, é saber olhar para o próximo. Parece uma frase clichê, porem nós deparamos a cada segundo do nosso dia a dia com uma palavra que já nasce conosco dentro do nosso berço ensinado por nossos pais. Respeito! Que anda lado a lado com a bondade, o amor! Aprendemos logo cedo a respeitar os mais velhos, a levantar em um ônibus e deixar aquela senhorinha cansada se sentar, porque ainda é jovem e tem resistência de sobra para passar alguns minutos em pé até chegar ao seu local de destino. Ou a respeitar uma pessoa que seja diferente de você, não é porque sua amiga gosta do mesmo sexo que você deverá se afastar como se ela tivesse algum tipo de doença. Não precisa mudar de lugar em uma palestra porque tem uma pessoa de outra cor sentada ao seu lado. Respeitar os outros, respeitar a si mesmo acima de qualquer coisa é uma regrinha básica que você deve levar por toda a sua vida e jamais se esquecer de praticar. Decepcionante é ver que as pessoas desconhecem o uso dessa palavra, é bonito dizer que respeita, porém quando um atendente de telemarketing liga em sua casa você não tenta se colocar no lugar dele antes de desligar sem responder o Bom dia, ou simplesmente esbravejar palavras de muita baixa classe. Digo, por experiência própria porque ultimamente todas as pessoas que possuem um bom carro como um Nissan não querem responder uma simples pesquisa que leva apenas alguns minutos para melhorar o próprio atendimento da concessionaria onde levam o seu veiculo, algumas ainda conseguem ser educadas e ter respeito dizendo com educação que não teria disponibilidade para responder a pesquisa, outras simplesmente fazem questão de deixar claro sua classe econômica e toda sua falta de respeito. Deveriam saber que status não vai trazer o respeito.

Discordar é um direito, respeitar é uma obrigação!